Rio Grande do Sul lança o painel de monitoramento de doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue

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O governo do Estado lançou o painel de monitoramento de doenças virais transmitidas principalmente por mosquitos (arboviroses), como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Por iniciativa do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) Arboviroses e em parceria entre a Secretaria da Saúde (SES) e a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), o painel trará maior visibilidade sobre a transmissão desses vírus.

No verão de 2021, o Estado registrou surtos de chikungunya, zika e a maior epidemia de dengue desde os primeiros casos autóctones (contraídos no próprio território gaúcho) em 2007, com número de casos e óbitos acima do esperado, explicou o biólogo Jader Cardoso, do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). Além disso, em 2021, após 12 anos, foi detectada a circulação de vírus de febre amarela, atingindo macacos em mais de 30 municípios.

O painel, lançado na quinta-feira (10/3), traz informações como em quais municípios foram encontrados os mosquitos que transmitem essas doenças (Aedes aegypti, no caso de dengue, zika e chikungunya; e Haemagogus leucocelaenus, no caso da febre amarela silvestre), número de casos e óbitos que podem ser visualizados por ano, faixa etária e município. Também informa os registros de morte de primatas (epizootias) e informações de vacinação contra febre amarela.

“O objetivo é possibilitar o acesso a essas informações a qualquer pessoa, seja cidadão, gestor público ou profissional de saúde. Outra vantagem é acompanhar o avanço dos casos e preparar uma resposta da população nas estratégias de controle do vetor (o mosquito) ou preparação da rede de saúde. Do ponto de vista do trabalho, essa será uma ferramenta que irá reunir os resultados de várias áreas técnicas, permitindo uma visualização integrada dos casos humanos de arboviroses, imunizações, vigilância da morte de bugios por febre amarela, e outros dados”, completou Jader.

Futuramente o painel deverá ser ampliado, incluindo informações sobre vigilância e controle de vetores. Esta parceria entre as secretarias inicia uma nova fase de integração de bases de dados, desenvolvimento de sistemas de informação e divulgação de informações de saúde.

O painel faz parte do Geoportal, a interface pública da Infraestrutura Estadual de Dados Espaciais (Iede). É projeto estratégico da SPGG, e se consolida como a principal plataforma de compartilhamento de dados geoespaciais, serviços e aplicações do Estado do Rio Grande do Sul.

“O painel representa um importante insumo para monitoramento do cenário epidemiológico e para a tomada de decisão das áreas ligadas à vigilância em saúde e ao combate aos vetores das doenças”, afirma Maria do Socorro Barbosa, gerente da Iede.

“O painel vai dar transparência e informação dessas doenças virais. Vai reunir dados que nos ajudam a tomar melhores decisões quanto às estratégias de enfrentamento da multiplicação de casos”, disse a secretária da Saúde, Arita Bergmann.

Aprimorar medidas de prevenção

Arboviroses são doenças causadas por vírus transmitidos, principalmente, por mosquitos. As arboviroses mais comuns em ambientes urbanos são dengue, zika e chikungunya. Os vírus causadores dessas doenças são transmitidos por Aedes aegypti. A febre amarela ocorre em áreas de mata e o vírus causador é transmitido para primatas não humanos (bugios), por mosquitos silvestres. Os registros de morte dos primatas (epizootias) indicam regiões onde a vacina de febre amarela deve ser aplicada.

Em abril de 2021, a SES declarou Emergência em Saúde Pública de Importância Estadual e, no mês seguinte, criou o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) Arboviroses. Um dos objetivos do COE, sob a coordenação do Cevs, é a articulação e planejamento no sentido de aprimorar as medidas de prevenção, controle e resposta à emergência das arboviroses.

• Clique aqui e acesse o painel.

Texto: Marília Bissigo/Ascom SES
Edição: Secom