OPERAÇÃO PARASITA CONTRA LAVAGEM DE DINHEIRO EM CIDREIRA E GRANDE PORTO ALEGRE

Os policiais civis da Delegacia de Polícia de Esteio – DP/ESTEIO, coordenados pela Delegada Luciane Bertolletti, após um ano e meio de investigações deflagram operação PARASITA contra crime de lavagem de dinheiro na região metropolitana.

Foram cumpridos na data de hoje 7 ordens judiciais de mandados de busca e apreensão em 4 (quatro) cidades no Rio Grande do Sul.

As ordens judiciais estão distribuídas entre as cidades de Canoas e Sapucaia do Sul na Região Metropolitana, Sapiranga no Vale dos Sinos e Cidreira no Litoral Norte.

São 45 policiais civis, 18 viaturas, apoio aéreo na operação.

Uma mulher suspeita de diversos crimes esquematizou uma estrutura criminosa para desfalcar altos valores de empresas da região metropolitana, localizadas uma das sedes em Esteio.

Um esquema de furto mediante fraude e lavagem de dinheiro causa prejuízo de mais de um milhão de reais em empresa da região metropolitana.

A principal investigada era Diretora financeira de um grupo econômico, composto por diversas empresas da região metropolitana e com atuação a nível nacional.

A investigada gozava de plena confiança de todos sócios do grupo empresarial
e tinha a incumbência de gerenciar as contas bancárias das empresas do grupo, realizando dentre outras atividades pagamentos de fornecedores, através de boletos bancários.

A investigada então, valendo dessa condição, passou a simular pagamentos a fornecedores. Tornou-se a cabeça de uma estrutura criminosa extremamente organizada.

A suspeita gerava boletos contendo o nomes e dados corretos de fornecedores conhecidos do grupo, em valores compatíveis com os serviços tipicamente prestados por aqueles fornecedores.

Contudo, os pagamentos eram realizados em favor de uma conta bancária mantida pela própria investigada, pois ela alterava as linhas do código de barras.

Tais fraudes ocorreram entre os anos de 2012 e 2015, período em que foram realizados mais de 100 (cem) pagamentos através de boletos fraudados, causando um prejuízo superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).

Os furtos foram estimados exatamente em R$ 713.308,82 até o ponto em que foi apurado, pois a auditoria da empresa não foi completa. Mas como parte do dinheiro furtado foram referentes a quantias que deveriam ter sido pagas a fornecedores, isso gerou uma inadimplência que fez o prejuízo superar um milhão de reais.

Durante as investigações foram realizadas diversas diligências investigativas e algumas diligências específicas como a quebra de sigilo bancário, fiscal, busca e apreensão, sequestro de imóveis, de veículos e de valores.

Os valores dos bens em sequestro são aproximadamente:

*- veículos: 21 (vinte e um) veículos negociados, sendo 13 adquiridos.

*- Imóveis: 4 (quatro) imóveis, sendo 2 (dois) sequestrados

Durante as investigações, em uma das buscas realizadas na casa dos investigados foram apreendidas uma arma de fogo furtada, camisa da polícia civil, boné da polícia civil, documentos e cheques suspeitos.

Os policiais civis descobriram que a investigada creditava as quantias principalmente em favor de seu marido, bem como realizava muitos saques e transferências para terceiros. De maneira que consumiu gradativamente todo dinheiro auferido.

A investigada tem 39 anos. As empresas são do ramo de logística e construção civil.

Parte do dinheiro foi utilizada para a compra de dois imóveis em Sapucaia do Sul, em uma transação ilegal, em que os investigados mantiveram os imóveis em nome dos antigos donos, a fim de ocultar a titularidade dos bens, mesmo após a aquisição e posse. Estes imóveis foram sequestrados por decisão judicial.

Os investigados também destinaram mais de R$ 240.000,00 para pelo menos 06 diferentes revendas de veículos, para a compra de veículos, sendo que alguns teriam sido revendidos a terceiros sem terem figurado como de titularidade dos investigados. Dois dos veículos foram sequestrados.

Os investigados foram indiciados pela Polícia Civil pelos crimes de Lavagem de Dinheiro, Furto mediante fraude e Receptação.

A Delegada Luciane Bertolletti referiu “que foi uma investigação longa e com diversos detalhes descobertos pelos policiais civis no esquema organizado pelos criminosos.”
E Bertolletti afirma que “o desfalque realizado foi considerável e o objetivo da investigação é responsabilizar os investigados e recuperar valores.

O Diretor da 2 Delegacia de Polícia Regional Metropolitana – 2 DPRM, Regional de Canoas, Delegado de Polícia Regional Mario Souza afirma que “foi uma ação contra crimes de lavagem de dinheiro de fundamental importância para buscar a recuperação de prejuízos”, bem como “responsabilizar os investigados por prejuízos causados.”
comerciais.” É que “o objetivo é atingir q parte financeira dos suspeitos” diz Souza. E Souza, por fim, afirma “que as investigações continuam em outras situações suspeitas.”

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