BM apreende 10 toneladas de peixes, uma tartaruga e um golfinho mortos

Comando Ambiental da Brigada Militar (BM) conseguiu desmantelar, neste final de semana, um esquema de pesca predatória praticado pelo menos desde 2017 na Praia do Mar Grosso, em São José do Norte, no sul do Estado.

Deflagrada neste sábado (22), a Operação Viola culminou na prisão de dois suspeitos e na apreensão de 10 toneladas de peixes da espécie cação viola, que está ameaçada de extinção, além de uma tartaruga marinha e um golfinho mortos, que morreram presos em redes de pesca.

A investigação apontou que o quilo do cação viola era vendido a R$ 45 para o consumidor final em Santa Catarina. Dessa forma, a carga apreendida é avaliada em mais de R$ 400 mil. Além da pesca ilegal, os criminosos ainda utilizam um córrego que deságua diretamente no mar e que recebe o esgoto de algumas casas da região para limpar os peixes.

Segundo as denúncias recebidas pela polícia, a pesca predatória era feita sempre em finais de semana e festas de fim de ano com objetivo de dificultar a fiscalização.

Conforme a BM, a prisão dos criminosos só foi possível com o auxílio do serviço de inteligência, pois quando as viaturas da patrulha ambiental ingressavam na balsa que leva a São José do Norte, os pescadores ilegais eram avisados e conseguiam escapar.

Os dois suspeitos foram detidos em flagrante neste sábado e apresentados na Polícia Federal, que deve dar andamento ao processo na Justiça. Além das prisões, a BM apreendeu duas redes de pesca, duas embarcações utilizadas para fazer o lançamento das redes e dois caminhões utilizados para transportar os peixes.

Conforme o patrulhamento ambiental, 2.134 unidades de peixes do tipo cação viola, que somam aproximadamente 10 toneladas, foram capturados. Parte deles ainda estavam vivos e, por isso, foram soltos no mar.

Brigada Militar / Divulgação
Golfinho morreu ao se enroscar em rede irregularBrigada Militar / Divulgação

Dois cações mortos, assim como o golfinho e a tartaruga marinha, foram guardados para encaminhamento à Universidade Federal do Rio Grande (Furg), para que seja feito um laudo complementar e a devida identificação das espécies.

RÁDIO GAÚCHA

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