Após perícia, polícia diz que corpo localizado em Cidreira é de engenheiro desaparecido em Imbé

Corpo foi encontrado em Cidreira e nesta semana foi enterrado como indigente em Tramandaí

O Instituto Geral de Perícias (IGP) concluiu exame de DNA solicitado pela Polícia Civil e verificou que um corpo localizado em Cidreira é compatível com um filho biológico do pai do engenheiro Alexandre de Oliveira Brito, 58 anos, e compatível com um irmão completo dos outros três filhos. A vítima despareceu em Imbé no mesmo dia em que o cadáver carbonizado foi encontrado, dia 9 de novembro. Para o delegado Antônio Ractz, que investiga o caso, o laudo pericial é suficiente para confirmar que se trata de Brito. A família vai agora solicitar à Justiça uma autorização para realizar o sepultamento, já que nesta semana o corpo foi enterrado como indigente em Tramandaí.

Segundo o laudo 174882/2019, cabe ao IGP apenas identificar que o cadáver é de um familiar das pessoas que forneceram o material para a perícia, no caso o pai e três irmãos do engenheiro. Somente se um filho de Brito doasse o material genético a identidade dele poderia ser confirmada, mas ele não possuía nenhum. Para Ractz, foi necessário unir a apuração policial com a perícia para confirmar que a vítima desapareceu em Imbé, foi assassinada e teve o corpo abandonado às margens da RS-786 em Cidreira.

— O DNA fala que é o material genético é compatível com o pais e com os três irmãos, como a família não tem outra pessoa desaparecida, aliado que altura e estrutura do corpo são idênticas, concluímos que é a mesma pessoa. Cabe a nós agora ir atrás dos criminosos — explica Ractz.

A polícia já analisou dados telefônicos e agora começa a verificar dados bancários da vítima. O crime pode ter sido um homicídio ou um latrocínio, nada é descartado. Imagens de câmeras de segurança mostram que o veículo de Brito foi visto um dia depois do desaparecimento dele em Araranguá, Santa Catarina. Sobre o fato do corpo ter sido enterrado como indigente, o IGP destaca que está apurando o fato, mas que uma instrução normativa permite medidas deste tipo a partir de 15 dias em casos quando não há identificação ou reclamação por parte de familiares e amigos. O cadáver enterrado ficou mais do que duas semanas no Departamento Médico Legal e foi sepultado de forma individual em local com identificação. Devido a isso, o IGP procurou a família de Brito nesta quinta-feira (19) e solicitou documentação e informações necessárias para uma autorização judicial sobre retirada do corpo em Tramandaí.

Gaúcha

2 comentários em “Após perícia, polícia diz que corpo localizado em Cidreira é de engenheiro desaparecido em Imbé

  • 20 de dezembro de 2019 em 16:30
    Permalink

    FICA UMA INCÓGNITA PARA SER ESCLARECIDA PELA POLICIA CIVIL, ATRAVÉS DO DELEGADO RACTZ, CUJA COMPETÊNCIA E DEDICAÇÃO É RECONHECIDA PELA CIDADE DE OSÓRIO E ONDE MAIS TRABALHOU. SABEMOS QUE NÃO SERÁ TAREFA FÁCIL, MAS QUE UNINDO COMPETÊNCIA E SORTE CHEGARÁ A IDENTIFICAÇÃO DO AUTOR OU AUTORES.

    Resposta
  • 20 de dezembro de 2019 em 17:12
    Permalink

    Igp procurou a família que piada! A família procurou o Igp todos dos dias desde o dia 20/11 quando coletaram DNA e não fizeram o que deviam fazer que era identificar o Alexandre.

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *