Alcy Cheuiche: “Paixão Côrtes era a estampa do gaúcho”

Escritor e ex-patrono da Feira do Livro relata emoção ao ouvir discos de tradicionalista em Paris

O escritor e patrono da 52ª Feira do Livro de Porto Alegre, Alcy Cheuiche concedeu entrevista à Rádio Guaíba nesta terça-feira e falou sobre a morte do tradicionalista Paixão Côrtes, ocorrida nessa segunda-feira. O compositor, flocorista e pesquisador da cultura gaúcha faleceu às 16h de ontem em decorrência da saúde fragilizada. Ao se referir a Paixão, Cheuiche lembra que ele serviu de modelo para a estátua do Laçador porque representa a estampa do gaúcho, do homem simples.

Cheuiche ainda lembrou um pouco da sua trajetória, que tem episódios relacionados a Paixão Côrtes. “Quando estive em Paris, onde estudei durante um tempo, eu não tinha a erva para tomar um mate. Claro, hoje em dia temos tudo em qualquer lugar, mas naquela época, nos domingos, eu vestia uma bombacha e ouvia os discos do Paixão e chorava com saudade do Rio Grande do Sul”, disse ao programa Direto ao Ponto.

No entendimento de Cheuiche, essa cultura de afeto pelo tradicionalismo foi criada por Paixão Côrtes e Barbosa Lessa, folclorista e músico nascido em Camaquã. “Essa cultura devemos a ele (Paixão), Jayme Caetano Brau e ao Barbosa Lessa. Todo esse movimento é nosso, isso tudo é nosso”, definiu.

Nesta terça-feira, no Palácio Piratini, o movimento para a cerimônia de despedida de Paixão Côrtes começou a se intensificar depois das 10h. Num primeiro momento, o velório ficou reservado apenas aos familiares, mas fãs e pessoas identificadas com a trajetória do folclorista foram até a Praça da Matriz para prestar a sua homenagem.

 

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Fonte: Correio do Povo

Foto: Guilherme Testa/ CP Memória

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