?? AULAS SEGUEM SUSPENSAS EM IMBÉ

“Não podemos ser irresponsáveis”. Assim o prefeito Pierre Emerim resumiu a decisão de não reiniciar o ano letivo nas escolas da rede municipal de ensino em Imbé. A preocupação neste momento é evitar o contágio de crianças e servidores pelo Covid-19, doença causada pela pandemia do coronavírus, cada vez mais agravada em todo o mundo. A decisão está assegurada pelo menos até a próxima sexta-feira, dia 03 de abril, quando inicialmente vence o texto do decreto que estabelece situação de calamidade pública no Estado.

A opção por manter fechadas as escolas de ensino fundamental e de educação infantil na cidade atende manifestação da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) e da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação do Rio Grande do Sul (UNCME-RS). O documento menciona as recentes afirmações de especialistas da área da saúde que acreditam o pico da doença no Brasil acontecerá em abril, e afirma que “a retomada das atividades escolares, com a interação diária de estudantes, professores, funcionários e famílias, aliada à falta no mercado de materiais de higiene necessários – em especial o álcool gel, bem como o alto custo para aquisição de insumos, inviabiliza o recomeço das atividades escolares”. Outra razão sustentada na nota é que “bebês e crianças bem pequenas têm muita interação corporal entre si, com troca de objetos, toque e outros”, em referência às atividades oferecidas na educação infantil.

O texto da manifestação ainda destaca que qualquer sintoma que venha a ser apresentado por professores e funcionários – febre e tosse, por exemplo – implicará na sua imediata ausência do ambiente de trabalho, demandando o atendimento dos estudantes por outros professores, através da junção de turmas, aumentando o número de pessoas em convívio num mesmo espaço e desrespeitando as normativas dos sistemas de ensino. E finaliza mencionando “a dificuldade no entendimento da maioria das famílias no caso de crianças que venham a ficar doentes ou que apresentem algum sintoma e a importância de sua permanência em casa, que na prática não ocorre, podendo haver a contaminação dos demais colegas, professores e funcionários”.

Para o chefe do Executivo, a avaliação precisa ser objetiva. “Não queremos expor nossas crianças a riscos sérios de saúde. Não podemos ser irresponsáveis. Entendemos a preocupação dos pais, mas neste momento o melhor a se fazer é mantê-las afastadas das aglomerações nas escolas. A saúde coletiva, dos pequenos principalmente, precisa estar em primeiro lugar”, define Pierre. A secretária municipal de Educação e Cultura, Joselaine Cardoso, segue a mesma linha. “Temos uma responsabilidade enorme nas mãos e não podemos agir por impulso ou pressão. As aulas seguirão suspensas até que se tenha embasamento técnico e científico de que é seguro recomeçá-las”, afirma. “Nenhum aluno perderá a vaga durante este período, é importante frisar”, complementa.

Talis Ramon

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